A Idade da Emoção
  

descobri que meu bicho dorme quando é verão
e no inverno acorda com fome de batalhas de
conflitos tristes e efusivos.
decobri que minha generosidade termina quando
me sinto tola e perdida
descobri que a idade passa, mas a maturidade
pode ir embora antes de amanhecer
descobri que nunca existi. que já morri aqui
junto com a fé, com todos os pecados inventados
pra me julgar, com todos os santos que não quiseram
me apadrinhar, com todos os planos de liberdade à prestação.
sou mais impura agora. sou areia com farinha e oleo diesel
me coma se for capaz.



Escrito por Priscila Reis às 22h24
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seus olhos mareiam minha chegada.
eu já não sei o que finjo, se sou estrela do mar, ou um
copo de agua, por tanto amor que desfaleço, não sou mais
nada e nem tem mais sentido voltar.
meu copo está vazio e você me enche cada vez que caio em ti.
és puro quando escolhe desatenção.
estrelas marinhas não caem. elas dormem cobertas de luz, sal,
areia e se embalam em ondas afoitas para meter-se terra adentro.
quando em noites frias sussura palavras febris não tremes,
és puro quando escolhe desatenção.
emaranhe antes de acordar amanhã
emaranhe antes de percorrer sete mares
emaranhe em mim sua terra. é lá que aceito ser sereia.

 



Escrito por Priscila Reis às 01h17
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